Você sabia que nos últimos 50 anos, houve mais avanços tecnológicos do que nos últimos 40 mil anos?
E que apenas 5% das mudanças programadas nas organizações foram implementadas?
Isso gera perda de tempo, energia e dinheiro, além de gerar danos à saúde e à motivação dos gestores e dos empregados.
Nesse contexto, passamos a viver num ritmo frenético tentando dar conta de tantas coisas que nos são exigidas, inúmeras atividades, inúmeros projetos, reuniões, cursos, compromissos, pressão do chefe, pressão por prazos. Sujeitamo-nos a isso no intuito de recuperar o tempo perdido e não nos tornarmos pessoas que podem ser descartadas pelo mercado.
Em muitos momentos, quando estamos em meio a esse turbilhão, pensamos em pedir que o trem pare para que possamos descer. Quem sabe, dormir mais um pouco, chegar um pouquinho atrasado, clonar a si mesmo para dividir as atividades por dois. Pensamos em fugir, porque se torna difícil lutar, mas, não fugimos, nem lutamos, acabamos pagando com o prejuízo da nossa saúde física, psíquica, social e espiritual.
Mas, o que podemos fazer? Não dá para desacelerar o mundo (embora eu continue torcendo por isso!), não dá para deixar de fazer parte desse mundo e não dá para perder uma das coisas mais importantes que temos – a saúde!
Quando passamos por uma situação qualquer, o nosso sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda e aja sobre o meio ambiente. Essas tensões diárias perturbam o equilíbrio de nossa constituição natural, debilitando o corpo e a mente. Em casos onde as tensões são constantes, o organismo tenta se defender e entra em estresse.
O mais importante não é o estresse, mas a nossa resposta ao estresse. Podemos dar uma resposta criadora e positiva ou uma resposta de paralisia que pode inclusive matar. A diferença entre uma e a outra é a nossa atitude.
Existem inúmeras estratégias, como visualização, respiração, dinâmica de grupo, yoga, terapia, meditação, nutrição, prática de exercício físico, para desenvolver essa atitude certa que pode não só controlar o estresse, mas utilizá-lo para nosso crescimento e para desenvolver nossas inúmeras potencialidades.
A principal estratégia para sermos capazes de superar esse contexto é uma mudança que enfatiza o conhecimento de nós mesmos, de nossas emoções e reações. Precisamos saber quem somos, do que gostamos ou não, em que acreditamos ou não, o que queremos ou não, quais são nossos objetivos na vida, quais são nossos valores e as nossas expectativas. Conhecendo quem somos, podemos promover uma autotransformação, mudar nossos hábitos e, aos poucos, eliminar a ansiedade, a irritabilidade, a hostilidade e o egocentrismo e substituirmos por energia positiva, entusiasmo, empatia, dinamismo, concentração, tenacidade, intuição e paz.
(Lorraine Possamai)




1 comentários:
Lorraine,
Parabéns pela matéria. Além de ter gostado muito, veio de encontro ao que estou buscando nesse momento. Abraços, Queile
Postar um comentário