terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Navegue sem naufragar

0 comentários
Não determine seu valor comparando-se com os outros:
É só porque somos diferentes que cada um de nós é especial.

Não ajuste seus objetivos de acordo com o que os outros acham importante:
Só você sabe o que é melhor para si mesmo.

Não dê por garantidos aqueles que você mais ama:
Trate-os como se fossem sua vida, pois sem eles ela não teria significado.

Não deixe sua existência escorregar pelos vãos dos seus dedos, apegando-se ao passado ou lançando-se ao futuro:
Vivendo um dia de cada vez, você viverá todos os dias de sua vida.

Não desista quando ainda houver algo de si para dar:
Nada está realmente acabado até o momento em que você pára de  tentar.

Não tenha medo de enfrentar desafios:
É correndo riscos que nós aprendemos a ser valentes.

Não feche as portas para o amor, dizendo que é impossível encontrá-lo:
A receita mais rápida para receber amor é dar amor, e a mais rápida para perdê-lo é sufocá-lo demais.

Não jogue fora os seus sonhos:
Ser alguém sem sonhos é ser alguém sem esperança, e viver sem esperança é viver sem propósito.

Não corra demais pela vida afora:
Assim você se esquece de onde esteve, como também para onde vai.

A vida não é uma corrida, mas uma jornada:
Consciente disso,você saboreia cada passo do seu caminho.

Você é eterno, assim como eterno é o oceano:
caminhe... navegue... voe...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

ECO

0 comentários
Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas. De repente o filho cai, se machuca e grita:
- Aaaai!
Fica surpreso ao escutar a voz se repetir, em algum lugar da montanha:
- Aaaai!
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!
Escuta como resposta:
- Seu covarde!
Olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?
O pai sorri e fala:
- Meu filho, preste atenção.
Então o pai grita em direção à montanha:
- Eu admiro você!
O eco responde:
- Eu admiro você!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz responde:
- Você é um campeão!
O menino fica espantado. O pai lhe explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a VIDA. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz.
Nossa vida é simplesmente o reflexo de nossas ações.
Se você quer mais sinceridade, mais paz e mais alegria em sua vida, cultive esses sentimentos dentro de você, e os transmita para as pessoas, que você receberá de volta todo esse carinho, toda essa paz que você transmitiu.
O mundo é somente a prova da nossa capacidade. Tanto no plano pessoal quanto no profissional, a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela.
Sua vida não é uma COINCIDÊNCIA, é CONSEQUÊNCIA de você

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Pare um minutinho e reflita

0 comentários
O dia mais belo? Hoje
A coisa mais fácil? Errar
O maior obstáculo? O medo
O maior erro? O abandono
A raiz de todos os males? O egoísmo
A distração mais bela? O trabalho
A pior derrota? O desânimo
Os melhores professores? As crianças
A primeira necessidade? Comunicar-se
O que mais lhe faz feliz? Ser útil aos demais
O maior mistério? A morte
O pior defeito? O mau humor
A pessoa mais perigosa? A mentirosa
O pior sentimento?  O rancor
O presente mais belo? O perdão
O mais imprescindível? O lar
A rota mais rápida? O caminho certo
A sensação mais agradável? A paz interior
A proteção efetiva? O sorriso
O melhor remédio? O otimismo
A maior satisfação? O dever cumprido
A força mais potente do mundo? A fé
As pessoas mais necessárias? Os pais
A mais bela de todas as coisas? O amor

Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Quando Julgamos

0 comentários
O que julgamos ser óbvio quase nunca o é em verdade.

O que julgamos ser verdade quase nunca o é em absoluto.

O que julgamos ser absoluto quase nunca o é para sempre.

O que julgamos ser para sempre quase nunca vai além do amanhã.

O que julgamos ser até amanhã quase nunca chega até lá de fato.

Quando julgamos, quase sempre o fazemos com nossos sentimentos e sem ter o conhecimento de todo o contexto, nos falta compreender o que seja a transitoriedade da vida, por isso, na grande maioria das vezes erramos. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A Idade de ser Feliz

0 comentários

Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Tudo...

0 comentários

5 JUDEUS QUE MUDARAM O MUNDO
Cinco judeus mudaram a forma de ver o mundo:
Moisés, quando disse: “a Lei é TUDO”;
Jesus, quando disse: “o Amor é TUDO”;
Marx, quando disse: “o Capital é TUDO”;
Freud, quando disse: “o Sexo é TUDO”;
Depois, veio Einstein e colocou TUDO em causa, quando disse: “TUDO é relativo”  



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Para refletir

0 comentários
“O homem de fracasso quando acorda, dorme mais uma hora, espera a vida passar até poder dizer que é tarde demais.”
                                                                              Og Mandino

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pense nisso

0 comentários
“Mantenha na mente um quadro de você próprio tendo sucesso. Sua mente procurará tornar real essa imagem”
                                                                              Norman V. Peale

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Frase do dia

0 comentários
“Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”
                                                                                                              
Chico Xavier

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Frase do dia

0 comentários
“Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra”
                                                                                               William Shakespeare

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Okeidade - Uma Filosofia da Responsabilidade (Parte 3)

0 comentários
Sempre podemos deixar de ser o que estamos sendo.
“Na realidade, de todos os instrumentos que analisamos, o único realmente importante e decisivo SOU EU MESMO, se estou OK. Nunca podemos fazer outra pessoa ficar mais OK do que nós estamos. Para se ajudar a quem quer que seja, antes precisamos aceitá-lo. E para se aceitar o outro temos primeiro que aceitarmos a nós próprios”.
“Diante de uma pessoa com condutas inadequadas só somos responsáveis pela nossa mudança, e não pela sua mudança. Se ela está Não-OK por uma causa qualquer, não podemos manipular a causa, mas sim nossas respostas. O salvador é quem se responsabiliza pela mudança do outro, tornando-o dependente do mesmo ato”.
“O terapeuta não cura ninguém, é o cliente que se cura. Se estamos OK criamos um clima nutritivo e convidamos o outro a estar também OK. E muito podemos fazer se somos potentes, ou seja, se temos um A fortalecido e informado, um PN permissivo e uma CL positiva. E, principalmente se além de falar, fazemos também”.
“É conveniente frisar que em todo processo de mudança há uma primeira etapa em que as condutas OK aprendidas são emitidas automaticamente, para apenas depois surgirem espontaneamente”.
O mecanismo mais comum que utilizamos para continuarmos Não-OK é justificarmo-nos pelo passado, fazendo com que uma recordação se transforme numa causa que nada tem a ver com o processo. É importante desligar a influência da causa e trabalhar-se o como.
“O passado como causa faz com que o A não assuma a responsabilidade da sua conduta, esquivando-se pelo “porquê”e pela racionalização. É certo que possuímos gravações antigas, mas também é certo que prestamos atenção a elas. E somos responsáveis pela atenção que a elas prestamos”.
“Isto é que nos leva a crer que a AT postula uma filosofia da responsabilidade. Seu objetivo é levar o indivíduo a assumir seu pensar, atuar e sentir, no aqui-e-agora, entendendo o passado como experiência e o futuro como planificação. E se pretendemos ajudar-nos e aos outros, nossa primeira responsabilidade é estar OK”.
Tudo indica que não há limites para o fenômeno humano. E somos responsáveis também por nossas potencialidades.
Ressalto então, os princípios básicos que devem nortear o trabalho com a Psicologia:
Conhecimento, proteção, permissão
Sabedoria, potência
Sensibilidade, intuição
É essencial aliar a isso dois princípios básicos: o do tempo, como diz o amigo Ari Martins: “Que a sua verdade seja tão boa quanto capaz de respeitar o tempo do outro” e o do amor: Philon de Alexandria descreveu a tarefa dos Terapeutas de contemplação do ser, fundamental regra da vida, e sobre o combustível que deve mover esta tarefa: “Aqueles que se tornam Terapeutas, não o fazem por hábito ou pela insistência alheia, mas por um arrebatamento de amor divino”.
Podemos agir, em nossas vidas e em nossa profissão, movidos pelo exercício do amor. Exercício porque nem sempre conseguimos amar, porque estamos, constantemente, aprendendo o que é o amor do qual falou Camões e tantos outros. Mas movam seu trabalho neste sentido, esta, segundo os maiores pensadores, sempre é a melhor direção.
Este é um convite para você conhecer a AT e seus fundamentos e também para você começar a se transformar em borboleta, já que“Tudo está em transformação, tudo está em mudança, onde você pisar é ponte, só há mutação, não há o que passa e nem há aquilo que faz passar, só há passagem” (Crema). Mas...como é que se começa a transformação? “Você deve desejar tanto voar que se dispõe até a deixar de ser lagarta”
(Trina Paulus)

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Okeidade - Objetivo da Análise Transacional (Parte 2)

0 comentários
Estar OK significa, principalmente, ser autônomo. A okeidade de uma pessoa não pode depender das reações dos outros.
Intimidade: “ a relação que leva à intimidade é, para muitas pessoas, uma relação motivada pela deficiência, ou seja, na satisfação de carências de ambas as partes”.
“Uma relação que exige que o outro não seja ele mesmo é uma relação insatisfatória e tóxica, implicando sempre em disfarces. Quando as pessoas não são elas mesmas conosco, elas não estão realmente conosco e, de fato, estamos sós”.
A intimidade deve vir de dentro para fora: é a partir da intimidade consigo mesmo que a pessoa se abre para receber e aceitar o abraço do outro, pois, enquanto isso não ocorre, o vazio fica na espera do aconchego que nunca aquece. Seja para si mesmo o que você precisa, abrace-se, ame-se, elogie-se, deixe de olhar o mundo com a cor manchada da sua decisão original, redecida: “desisto de esperar que os outros me preencham e tomem conta de mim; que os outros adivinhem a minha carência e me concedam espaço. Tomo agora a minha própria mão; comprometo-me a ser um acompanhante amigo de mim mesmo. Assumo ser a minha própria luz”.
Consciência e atitude: a consciência, como a entendemos, é função do A vivendo AQUI-E-AGORA. “Estar aqui-e-agora significa a libertação do refúgio e prisão do passado, ansiedade do futuro e estar aberto às estimulações do presente”.
“Qualquer atitude, considerada no lá-e-então representa uma expectativa de que o passado se repita no presente (P e CA)”.
“Acreditamos que com a progressiva libertação do rígido e compulsivo condicionamento ao habitual tornaremo-nos aptos a estar plenamente conscientes no aqui-e-agora”.
Espontaneidade: a contenção de emoções vindas da infância absorve energia, impede a função espontânea de corpo: sensação-sensitividade-criatividade-produtividade-comunicação a sentir.
-É necessário libertar essa C;
-Saber que ela existe;
-Desenvolver PN que a defenda e proteja.
O caminho para o A Integral é a reaprendizagem da nossa sensibilidade e o reencontro com o nosso corpo: readquirirmos nossa linguagem esquecida.
Enfim, autonomia pode ser muito bem compreendida com a seguinte frase de Fernando Pessoa: “A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos”.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Okeidade - Objetivo da Análise Transacional (Parte 1)

0 comentários
Segundo Crema, o objetivo da AT é tornar o indivíduo ok:
1) Funcionar no circuito positivo da personalidade:
Para Berne, nossa essência é OK/OK e todos nascemos com potencial de Vencedor.
As pessoas não estão Não–OK por natureza, mas por condicionamentos negativos. Então o terapeuta deve levar em consideração, com discernimento e rigor prático, os males, limitações, feridas e dores do cliente, sem circunscrevê-lo a isso, mas conscientizando-o, sobretudo, dos seus recursos, da sua capacidade de ser e se manter OK.
“Quando esta pessoa inicia o processo de atingir sua okeidade, é desencadeada uma reação em cadeia no seu grupo social que a convida a estar novamente Não-OK. Então, quando alguém opta por sua okeidade, tem que renunciar a segurança e estabilidade dos papéis patológicos complementares[i]”, em troca de mais intimidade em relações mais saudáveis, assumindo uma postura firme e nutritiva consigo mesmo e com o outro. Para isso, ela tem que ter clara suas potencialidades, seus recursos para reagir a essas situações.
“Estar OK não significa, necessariamente, ajustar-se ao meio. A AT não se destina a domesticar as pessoas, mas a fornecer-lhes condições e instrumentos para que possam assumir sua autonomia e assim decidirem o que fazer com suas próprias vidas”. Podemos obrigar alguém a ser prisioneiro, mas jamais forçá-lo a ser livre, assim como não podemos fazer com que o mar transforme-se em um rio ou um Jasmim venha a ser uma Rosa. Existe o desejo, a essência, a maturidade e o tempo de cada um... não apresse nem force o curso do rio... ele tem sua própria maestria...
“Também é importante dizer que não é OK sentir-se sempre OK. O impulsor Seja Forte e, em menor grau, o Seja Perfeito e Seja Esforçado, condicionam as pessoas a apresentarem apenas o seu “sentir-se bem” aparente. Neste caso, é necessário dar permissão para a pessoa se sentir mal, expressando sua tristeza, medo e raiva, que são também emoções autênticas”.
2) Responder com Estado do Ego adequado às situações:
Para responder com Estado de Ego adequado às situações a pessoa deve estar funcionado no circuito OK; ter sua catexia equilibrada e consciência do seu funcionamento, para que possa atuar assertivamente nos seus 3 Estados de Ego.
3) Vivenciar o aqui-e-agora com auto-suporte ou autonomia:
Autonomia: desenvolver: - intimidade (P);
- consciência (A);
- espontaneidade (C).

[i] Crema, Roberto. Manual de Análise Transacional. Brasília: Teledata, 1982.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Okeidade - O encontro

0 comentários
O encontro com o outro sugere que antes de tudo, estejamos presentes. Presentes conosco mesmos, conectados à realidade, presentes em relação ao outro. Crema descreve no livro “Saúde e Plenitude”, de forma rica e bela, como se dá esse encontro.
“Percebo que existe algo que devo fazer antes de começar a sessão. Permito-me saber sou bastante. Não sou perfeito. Perfeito não será o bastante. Mas que sou humano e que isso é o bastante. Não há coisa alguma que este homem possa dizer, fazer ou sentir que eu não possa sentir em mim. Posso estar com ele. Sou bastante.[i]”(Carl Rogers)
Ser bastante é ouvir com a alma, é ouvir o outro por inteiro e acolhê-lo na sua inteireza. Abrir-se à escuta do corpo, da psique e da alma do outro com suporte da auto-proteção, do conhecimento e de humanidade. “Ser bastante é não atraiçoar, é não apequenar; é uma abertura inteligente para a imensidão do fenômeno humano”.
Então, a partir daí, é como “enlaçar a mão do outro, simbolicamente, numa atitude de confiança e respeito que anuncia: você não está sozinho; vá em direção a você mesmo e eu estarei ao seu lado. Oriente o seu coração para aprender, para conhecer-se e tornar-se o que é, e eu estarei ao seu lado”. Ninguém pode fazer o outro sentir-se bem ou mal, mas pode sempre convidá-lo a estar bem ou mal, numa atitude firme e nutritiva que propicia o desenvolvimento da consciência, espontaneamente e intimidamente dentro do objetivo social “seguir com”.
“Necessitei muitos anos nesta jornada para dar-me conta de que cada amigo evolutivo que bate à minha porta é um pedacinho da minha própria alma que necessito escutar, compreender e integrar. Cada pessoa significativa na existência, incluindo-se os inimigos, são pedaços perdidos de nossas almas, à espera de uma escuta e um reencontro integrador. Assim sendo, os encontros nos devolvem parcelas perdidas de nossa alma comum. Gradativamente, nesta aventura alquímica humana, a alma se amplia. Então, como diz o poeta Pessoa, “tudo vale a pena, pois a alma não é pequena.” Vivemos em rede, estamos interligados, então cada pessoa que acessamos compreende uma rede de relações que se desenvolve, que se amplia no conhecimento e no afeto que se dispõe a transmitir e agregar.
É essencial, portanto, buscar os recursos necessários para desenvolver essa escuta, amadurecer a alma com o conhecimento e o afeto, para ser “bastante” e crer na okeidade daquele que vem compartilhar e encontrar-se contigo e consigo nesta jornada evolutiva.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Você tem fome de quê?

0 comentários
No livro Psicologia Aplicada à Administração, Agostinho Minicucci escreve “geralmente renunciamos à nossa liberdade de ação para receber recompensas por pertencer a uma organização” (pág 114). Por que nos submetemos a nos submeter? Eric Berne diz que as crianças nascem como princesas e príncipes e seus pais os transformam em sapos. Não pensemos que nossos pais são “culpados” pelo que acontece em nossas vidas. Na verdade essa frase quer simplesmente dizer que os nossos primeiros ensinamentos básicos em relação à troca de carícias (entenda carícia como toda manifestação de afeto, positiva ou negativa, um toque, uma palavra, um presente, um olhar, um soco) nos ensinam a desperdiçar a maior parte do nosso tempo procurando carícias que não nos satisfazem (esses ensinamentos também foram dados aos nossos pais pelos nossos avós e aos nossos avós pelos pais deles e assim por diante!). Sendo assim, nos tornamos facilmente manipulados por pessoas que controlam o fornecimento de carícias através do monopólio delas, porque estamos com fome de carícias! As carícias são tão necessárias à vida humana quanto as outras necessidades biológicas primárias, tais como comida, água e abrigo. A nossa educação cria em nós uma estrutura de caráter que nos impede de buscarmos nossa libertação. Sofremos alienação de nós mesmos, dos nossos amigos e da nossa natureza para a preservação de uma sociedade repressora. O estabelecimento opressivo produz gente (especialmente homens) que são largamente destituídos de sentimentos e sensações em seus corpos, podendo ser explorados como máquinas pelos outros. Aprendemos então a nos comportar de maneira desejável para um “bem” social maior, embora não necessariamente o melhor para nós. Esta manipulação da economia de carícias, involuntariamente adotada pelo maior número de pessoas, jamais foi compreendida como estando a serviço de uma ordem estabelecida e, sendo assim, as pessoas não conseguem avaliar em que medida o controle da economia de carícias está a favor dessa ordem ou não está. A questão é temos regulamentos muito estritos sobre como as carícias devem ser trocadas. A população em geral está faminta de carícias e um grande número de empresas, tais como os salões de massagem, SPAs, empresas de tabaco, de bebida e de automóveis, estão ocupadas em vender carícias aos seus consumidores. O que podemos fazer é nos libertarmos das restrições da economia de carícias para recuperar o controle dos meios de satisfação de uma necessidade importante. A idéia de que seres humanos satisfeitos não trabalharão e não terão responsabilidade tem sido a premissa básica da educação de muitas crianças. Na verdade, na medida em que os seres humanos forem se tornando cada vez mais satisfeitos em suas capacidades de carícias, serão mais capazes de buscar e conseguir a harmonia consigo mesmo, com os outros e com a natureza.
(Lorraine Possamai)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Importante saber (Parte 2)

0 comentários
Um Mestre hindu falou:
"Errar, ter defeitos, falhas, fraquezas, é seu direito.
Trabalhar para transmutar isso tudo é seu dever".
"Assim como pensares, assim serás.
Dirige o foco de tua consciência às Verdades do espírito e elas virão até ti.
Vives neste mundo, mas já não pertences a ele.
O Amor é a força que te impele para cima.
A Fé é o cajado que te ampara na caminhada...Entrega-te a teus impulsos internos e segue a bússola de
teu coração.
Firma teus olhos na luz de tua Alma que como farol te indica a direção a seguir.
Trabalha árdua e intensamente pelos teus irmãos, irradiando a luz de teu coração constantemente para
que outras almas se abasteçam e consigam despertar em consciência.
Assim, o foco de Luz em ti irá aumentar gradualmente até que a intensidade chegue ao ponto de envolver
todas as consciências. Este é um trabalho dinâmico e silencioso.

"O Divino que existe em mim, saúda o Divino que existe em você".

Uma boa semana e que nas suas caminhadas, a Luz Divina esteja com sempre com você!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Importante saber (Parte 1)

0 comentários
1. Todos nós ao nascer, ganhamos um espelho. Este espelho é, então, colado no nosso peito. E assim vivemos toda a nossa vida, refletindo o outro e vendo no (espelho do) outro o nosso reflexo. Hermann Hesse disse : " Se você odeia uma pessoa, odeia algo nela que faz parte de você. O que não faz parte de nós não nos incomoda."
Viver considerando isto vai desenvolvendo nossa compaixão, nossa tolerância, nossa empatia e nossa solidariedade para com as nossas fraquezas e dificuldades e as dos outros.
2. Cem por cento do que somos e vivemos (inclusive o que supomos ser acidentes) é fruto de nossas escolhas e opções. Conscientes ou inconscientes. Viver consciente disto desenvolve nosso discernimento e nossa responsabilidade para com a vida, com as pessoas e com nossas atitudes.
3. Livre-se da culpa. A única função da culpa é manter sua auto-estima baixa (por isso algumas religiões fomentam a idéia da culpa para assim manter poder). Transmute a culpa por responsabilidade. Ninguém é culpado de absolutamente nada, mas todos são completamente responsáveis por tudo. Viver assim te torna mais atento e cuidadoso para com toda a existência.
4. Desenvolva a aceitação. Sempre que entramos em contato com alguma dificuldade ou fraqueza nossa, através de alguém ou de alguma circunstância, normalmente o primeiro impulso da mente/ ego é: ou nos defendemos, negando e resistindo a entrar em contato (muitas vezes entrando na irritação e na revolta, geralmente imputando a culpa a alguém ou a alguma coisa), ou entramos na condição de vítimas, mergulhando na baixa auto-estima. Aceite sua natureza humana como ela é e aceite também a sua sombra. Entenda que você está aqui na Terra para aprender e expandir sua existência.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Terapeutas

0 comentários
“Aqueles que se tornam Terapeutas, não o fazem por hábito ou pela insistência alheia, mas por um arrebatamento de amor divino”.
(Philon de Alexandria)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Frase da semana

0 comentários
"Não podes ensinar nada a um Homem.
Podes somente ajudá-lo a descobrir as coisas dentro de si mesmo"
(Galileu)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Nunca é tarde demais

0 comentários
"Para as coisas importantes nunca é tarde demais... Não há limite de tempo. Comece quando quiser. Mude ou continue sendo o mesmo. Não há regras para isso. Pode fazer o melhor ou o pior... Espero que você faça o melhor... Pode tirar o máximo proveito ou o mínimo. Veja coisas surpreendentes. Sinta coisas que nunca sentiu antes. Conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Tenha uma vida da qual se orgulhe. E se não se orgulhar dela... encontre forças para começar tudo de novo! "

(O curioso Caso de Benjamin Button)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Terapias

1 comentários
As diversas formas de tratamento psicológico fazem da Psicologia e das Terapias no geral, uma grande possibilidade de autoconhecimento. Todas as técnicas existentes devem ser consideradas, pois são ferramentas de progresso pessoal. Temos terapias de curta duração, terapias de mais longo prazo, terapias mais “profundas”, terapias “pronto socorro”, terapias alternativas, terapias individuais, terapias de grupo e assim por diante.

Temos, também, uma terapia chamada INTENSIVA, a qual denominamos “MARATONA”, que é aquela em que reunimos técnicas variadas, em geral com uma base estrutural potente e diretiva, que nos proporciona entrar em um processo terapêutico intensivo. Este processo intenso, de forma geral é feito em poucos dias com muitas horas de trabalho. É um tipo de terapia em que se aprofunda a busca de si mesmo de forma bem direcionada e temática e, que se conquista muito conhecimento, tomada de consciência e profundos resultados interiores. Deve-se ter o cuidado com o cliente que participa deste tipo de terapia intensiva, dando-lhe suporte durante o processo e fazendo contratos em que ele se torne responsável pela continuidade de sua busca pessoal, em outros tipos de terapia, caso seja necessário. O fato é que temos um jeito próprio de ser e isto nos dá uma direção do que fazer e onde procurar o tipo de terapia que mais nos agrada ou que mais nos afinizamos.

Estão aí, todas elas, aguardando para serem usadas por cada um de nós.

(Simone Sampaio Martins)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

ORAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

0 comentários
Bendigamos a vida, bem-te-ví, bem-te-vejo,
Para que bem nos vejamos.
Que tenhamos olhos de bichos e árvores como promessas de
luz.
Para que todos os seres espelhem o ideal da fraternidade.
Que sejamos peixes na tranquilidade do profundo azul...
E que nos berçários de vida ouçamos o choro de um rio como
um acalanto.
Também bendigamos a manhã, arara-aurora, o pássaro da luz.
Para que seja estabelecido um novo acordo do humano e o
ambiente onde vigorem a cordialidade e a compreensão do
Todo.
Bendigamos a noite como os vaga-lumes, as corujas e os
morcegos...
Para que façamos brilhar nossa luz interna.
Que se elabore uma nova ética, onde exista o respeito ao
direito de ser e de viver de cada uma das partes.
Para que a educação reconcilie o ser humano com o universo.
Como o exemplo de cooperação da árvore e da orquídea. Uma
promove o amparo, a outra o encantamento.
Que aprendamos a adivinhar o tempo do descansar e de se
retirar...
Como as formigas moribundas diante da passagem.
E estejamos ao mesmo tempo com o olhar voltado para o centro
e o Cosmo.
E que, após o sono de transição, nossa esperança renasça sob
a benção silenciosa dos vegetais para que o canto de um
pássaro distante e invisível nos diga:
Sem-Fim,
Sem-Fim,
Sem-Fim.
E que na Terra, como o inseto, de joelhos, louvemos-a-Deus,
recolhendo as amostras enviadas do paraíso celeste: a
natureza, a música e as mães.
Sem que a humildade mesmo o saiba.




Lélio Costa e Silva: Médico-veterinário, especialista em ecologia e conservação
ambiental. Consultor de Educação Ambiental.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por que adoecemos?

1 comentários
Você sabia que nos últimos 50 anos, houve mais avanços tecnológicos do que nos últimos 40 mil anos?
E que apenas 5% das mudanças programadas nas organizações foram implementadas?

Isso gera perda de tempo, energia e dinheiro, além de gerar danos à saúde e à motivação dos gestores e dos empregados.

Nesse contexto, passamos a viver num ritmo frenético tentando dar conta de tantas coisas que nos são exigidas, inúmeras atividades, inúmeros projetos, reuniões, cursos, compromissos, pressão do chefe, pressão por prazos. Sujeitamo-nos a isso no intuito de recuperar o tempo perdido e não nos tornarmos pessoas que podem ser descartadas pelo mercado.

Em muitos momentos, quando estamos em meio a esse turbilhão, pensamos em pedir que o trem pare para que possamos descer. Quem sabe, dormir mais um pouco, chegar um pouquinho atrasado, clonar a si mesmo para dividir as atividades por dois. Pensamos em fugir, porque se torna difícil lutar, mas, não fugimos, nem lutamos, acabamos pagando com o prejuízo da nossa saúde física, psíquica, social e espiritual.

Mas, o que podemos fazer? Não dá para desacelerar o mundo (embora eu continue torcendo por isso!), não dá para deixar de fazer parte desse mundo e não dá para perder uma das coisas mais importantes que temos – a saúde!

Quando passamos por uma situação qualquer, o nosso sistema nervoso controla e coordena as funções corporais e permite que o corpo responda e aja sobre o meio ambiente. Essas tensões diárias perturbam o equilíbrio de nossa constituição natural, debilitando o corpo e a mente. Em casos onde as tensões são constantes, o organismo tenta se defender e entra em estresse.

O mais importante não é o estresse, mas a nossa resposta ao estresse. Podemos dar uma resposta criadora e positiva ou uma resposta de paralisia que pode inclusive matar. A diferença entre uma e a outra é a nossa atitude.

Existem inúmeras estratégias, como visualização, respiração, dinâmica de grupo, yoga, terapia, meditação, nutrição, prática de exercício físico, para desenvolver essa atitude certa que pode não só controlar o estresse, mas utilizá-lo para nosso crescimento e para desenvolver nossas inúmeras potencialidades.

A principal estratégia para sermos capazes de superar esse contexto é uma mudança que enfatiza o conhecimento de nós mesmos, de nossas emoções e reações. Precisamos saber quem somos, do que gostamos ou não, em que acreditamos ou não, o que queremos ou não, quais são nossos objetivos na vida, quais são nossos valores e as nossas expectativas. Conhecendo quem somos, podemos promover uma autotransformação, mudar nossos hábitos e, aos poucos, eliminar a ansiedade, a irritabilidade, a hostilidade e o egocentrismo e substituirmos por energia positiva, entusiasmo, empatia, dinamismo, concentração, tenacidade, intuição e paz.
(Lorraine Possamai)

Inauguração

0 comentários
Saudações queridos leitores! 


Está no ar a partir de hoje o blog "Experimente Ser", um espaço dedicado ao autoconhecimento.


O blog foi criado por Ede Lanir Ferreira Paiva, Simone Sampaio Martins e Virgínia Londe Guerra, equipe de psicólogas de Uberlândia/MG, que atuam na área clínica com enfoque em Análise Transacional e Terapia Corporal.


Postaremos semanalmente citações, textos e imagens relacionados ao autoconhecimento e todos os benefícios de se conhecer bem.


Sintam-se a vontade para comentar e sugerir temas. Quem quiser receber as atualizações do blog via e-mail, basta se cadastrar no campo "Atualizações por e-mail", na barra lateral direita do blog, ou enviar um e-mail para experimenteser.gmail.com


Sejam bem vindos!


Equipe Experimente Ser